Como fazer gestão fiscal de forma eficiente

Administrar uma empresa é uma tarefa desafiadora, que requer uma boa dose de esforços. Além de focar no escopo principal do negócio, seja ele voltado à manufatura, comércio ou serviços, os gestores devem estar atentos às áreas estratégicas que o mantém sólido e em constante crescimento. Entre elas está a gestão fiscal, que visa ao cumprimento das obrigações burocráticas previstas na legislação brasileira.

No entanto, seja em função das diversas tarefas realizadas no dia a dia, falta de conhecimento ou minimização da importância da atividade para a saúde da organização, muitos a negligenciam e, com isso, podem colocar bons resultados a perder. 

Segundo uma pesquisa da Endeavor, apesar das consequências que as irregularidades fiscais podem trazer, aproximadamente 92% do segmento industrial incorre em alguma delas, o que inclui as exigências governamentais e da Receita Federal. Reflexo disso é um número considerável de autuações para essas e outras organizações. 

Dados divulgados pela Receita em 2019, por exemplo, apontam que 17.934 empresas de todo o Brasil foram notificadas para que pagassem diferenças relativas ao recolhimento de impostos. Segundo o órgão, essa operação permitia às empresas se autorregularizar para evitar penalidades com acréscimo de multa (75% a 225%), além de juros de mora.

Por aí você pode ter uma ideia dos prejuízos que a falta de um gerenciamento fiscal adequado pode trazer, não é mesmo? Então, continue a leitura deste artigo e saiba no que consiste, sua importância e como manter a empresa livre de dívidas obedecendo às leis tributárias!

O que é a gestão fiscal

A gestão fiscal engloba os processos realizados por uma organização para cumprir com suas obrigações legais. Mais do que ser responsável pelos pagamentos de impostos e outros tributos, preocupa-se em planejar para que se diminua ao máximo o impacto no orçamento. 

Na prática, isso significa, por exemplo, analisar qual o melhor método de tributação (Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional)  e utilizar os benefícios e créditos fiscais disponíveis para o modelo elegido.

Por isso, é importante que os administradores vejam a gestão fiscal como uma área estratégica. Isso porque, se bem desenvolvida, atua de forma preventiva para evitar sanções e prejuízos.

Principais desafios a serem superados na gestão fiscal

O cotidiano dos gestores tributários , caso não contem com as ferramentas adequadas, é bastante atribulado. Entre os desafios que se apresentam estão:

● número de tributos: atualmente, estão em vigor no Brasil aproximadamente 100 tributos, como o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). O volume de processos a serem realizados, além das constantes alterações nas taxas, podem confundir até quem tem mais experiência;

● fiscalização rigorosa do governo: para arrecadar o máximo de contribuições com menos trabalho, a Receita Federal investe cada vez mais em ferramentas de fiscalização. Essas expõem facilmente as empresas irregulares, o que eleva ainda mais as chances de prejuízos. 

Nesse sentido, o fundamental é evitar que os processos burocráticos e um gerenciamento desestruturado prejudiquem o negócio ao ponto de não conseguir honrar com dívidas relacionadas à evasão, sonegação e não recolhimento de impostos.

Como fazer uma gestão fiscal assertiva na indústria

Conforme citamos, a maioria das indústrias possui algum tipo de irregularidade em relação aos tributos governamentais e da Receita Federal. Porém, por meio de algumas ações, é possível desempenhar uma gestão fiscal realmente assertiva. Pensando nisso, listamos algumas dicas. Confira a seguir:

Priorize o planejamento tributário

Assim como em todos os outros processos organizacionais, a gestão fiscal deve ter um bom planejamento para que seja eficiente. Esse é justamente um dos principais erros de gestores que, por ações baseadas no improviso, acabam prejudicando o negócio.

Já quando é desenvolvida adequadamente pela empresa, há redução da carga de impostos, contribuições e taxas devidas, permitindo torne-se mais competitiva e estruturada para permanecer no mercado ao longo dos anos.

Para fazer um bom planejamento, os gestores devem levantar todos os dados sobre as atividades desenvolvidas, ciclos financeiro e operacional, estrutura de capital, processos operacionais e administrativos etc. Além disso, devem ter conhecimento sobre a legislação tributária brasileira e avaliar se o regime escolhido é realmente o mais indicado. 

Documente os números da empresa

Ter informações documentadas e bem estruturadas faz toda a diferença em uma boa gestão fiscal. Isso porque essas auxiliam o desenvolvimento de processos e contribuem para a tomada de decisão sempre que necessário. 

Por isso, é importante ter organização e contar com as ferramentas certas para que os dados estejam sempre disponíveis e em segurança.

Verifique quais os benefícios estão disponíveis para a empresa

Um dos benefícios de uma gestão fiscal que contempla planejamento e estruturação de dados é a possibilidade de se verificar quais são os benefícios ofertados para os negócios de determinada região e regime tributário. 

Apesar de alguns não considerarem as vantagens oferecidas tão atrativas, há aqueles que aproveitam isenções e descontos que se mostram vantajosos e, em algumas situações, chegam a mudar de região para aproveitar abatimentos fiscais. Ou seja, as vezes é necessário rever processos, analisar dados e saber usufruir do que é disponibilizado. 

Monitore os processos

Quando se trata de gestão fiscal, todo cuidado é pouco. São tantos deveres a serem cumpridos que a preocupação de alguns administradores com o desenvolvimento das tarefas é realmente fundamentada. Nesse sentido, tão importante quanto oferecer autonomia às equipes, é manter proximidade com os fatores relacionados aos tributos.

Conforme a estruturação da área na empresa, é possível monitorar o trabalho de colaboradores e agir a tempo caso haja qualquer tipo de discrepância relacionada aos processos. Isso inclusive é relativamente comum, pois as leis passam por mudanças constantes, assim como os processos a serem desenvolvidos .

Conte com um sistema de gestão integrada

A automatização da gestão fiscal em uma indústria pode auxiliar na superação de desafios, na organização de tarefas, na agilidade, no cumprimento de obrigações com êxito, no monitoramento e tomada de decisão, entre outras vantagens.

Para isso é possível investir em um sistema de gestão integrada ERP, que tem como principal objetivo auxiliar os negócios no controle, segurança  e qualidade dos dados, bem como na inteligência para a tomada de decisão.

Esse tipo de software promove diversas vantagens, como maior controle do fluxo de caixa, emissão e monitoramento de notas fiscais, melhor controle de custos e integração de dados de diferentes setores. 

Agora que você já sabe a importância de uma boa gestão fiscal e conhece algumas ações importantes para cumprir com as obrigações legais, pode avaliar seus processos atuais e trabalhar para otimizar o desempenho da área e, consequentemente, de todo o negócio.

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